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sábado, 10 de dezembro de 2011

"Pimentel "nos olhos tucanos é refresco ou os dois pesos e duas medidas da mídia brasileira

Assim como FHC, a mídia brasileira não toma conhecimento do livro “A Privataria Tucana”. Somente o Portal TERRA, o Jornal do Brasil e o Blog do Juca Kfouri repercutem a notícia.


TERRA MAGAZINE
09/12/2011
Dayane Sousa


"Não tô nem sabendo". Essa foi a resposta do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso ao ser perguntado por Terra Magazine sobre o livro A Privataria Tucana, de autoria do jornalista Amaury Ribeiro Jr.

O livro denuncia o que, segundo o autor, foi um esquema de desvios de recursos das privatizações ocorridas durante o governo FHC. A obra recém-lançada divulga documentos em que, informa o jornalista Amaury, é comprovada a ocorrência de lavagem de dinheiro e pagamento de propina, todos recolhidos em fontes públicas, entre elas, os arquivos da CPI do Banestado. Terra Magazineentrevistou Amaury sobre as denúncias. A entrevista pode ser lida no link abaixo.


Um dos principais personagens é o tucano José Serra, a quem o jornalista responsabiliza pela operação do esquema e acusa de ter espionado o colega de partido Aécio Neves. Terra Magazine fez contato com a assessoria de Serra na tarde e no início de noite desta sexta-feira (9) em busca de ouvir o ex-governador de São Paulo a respeito das denúncias. Às 20h, a reportagem recebeu a resposta de que Serra não se pronunciaria a respeito.

Durante a corrida presidencial de 2010, Amaury foi acusado de participar de um grupo cujo objetivo era quebrar o sigilo fiscal e bancário de políticos tucanos. Por isso, ele foi indiciado pela Polícia Federal.
Na tarde desta sexta-feira (9), o ex-presidente comparece a um debate sobre o seu novo livro, A soma e o resto: um olhar sobre a vida aos 80 anos, em São Paulo. Cercado por seguranças, não quis falar mais sobre o esquema relatado por Amaury.

Já no debate, uma sabatina da Folha/UOL, a jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, perguntou ao ex-presidente sobre o livro de Amaury Ribeiro Jr. FHC afirmou que o autor "está sendo investigado" e saiu em defesa do ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio, também citado pelo jornalista como participante do esquema. "Pelo que eu saiba, Ricardo Sérgio não fez nada de errado", declarou o ex-presidente.

sábado, 8 de outubro de 2011

Como se constrói polêmicas instantâneas. Ou o que fica no final?

Sites jornalísticos se esmeram no exercício de fabricar bobagens com a contribuição da assessoria de comunicação da Secretaria de Política para as Mulheres (SPM). O que fica no final?


Folha on line
06/10/2011


Após pedir para tirar do ar um comercial de lingerie com a modelo Gisele Bündchen por considerar a peça agressiva à mulher, a Secretaria de Políticas para Mulheres agora enviou um ofício à Globo demonstrando preocupação em relação a novela "Fina Estampa".


A secretaria está preocupada com o personagem Baltazar --interpretado por Alexandre Nero-- que, na trama, humilha e bate na mulher Celeste, vivida por Dira Paes.

Em ofício, a ministra Iriny Lopes sugere que Celeste procure a Rede de
Atendimento à Mulher, por meio do telefone 180. Ela sugere ainda que, diferentemente de casos anteriores, em que o agressor é apenas punido, que Baltazar seja encaminhado aos centros de reabilitação previstos na Lei Maria da Penha.

A Globo informou que não houve contato da ministra e que a novela é uma obra de ficção. Disse ainda que as novelas da emissora "dão tratamento educativo no enfoque de problemas da realidade --respeitada a liberdade de expressão artística".


Terra On line
07/10/2011


De acordo com a colunista Regina Rito, do jornal O Dia, a novela Fina Estampa provocou a ira de Iriny Lopes, ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres. Ela enviou um ofício à TV Globo pedindo a punição do personagem Baltazar (Alexandre Nero), por causa das constantes agressões à sua mulher, Celeste (Dira Paes).


Aguinaldo Silva, autor da trama, esbravejou em seu Twitter: "Ira-ny, a insaciável, agora quer ser co-roteirista de Fina Estampa". A emissora divulgou a resposta oficial enviada à ministra: "tomo a liberdade de não antecipar desdobramentos para não frustrar os telespectadores. Mas, com certeza, a ficção e a liberdade de expressão estarão em consonância com que se espera", disse Luis Erlanger, diretor da emissora. A cena da prisão do personagem está prevista para ser exibida em três semanas.


Veja on line

06/10/2011

Adriana Caitano

Aguinaldo Silva reclama da intromissão de ministra

IIriny Lopes pediu formalmente à TV Globo para incluir punição de agressor na trama de Fina Estampa. Autor diz que cena já estava escrita


Depois de tentar tirar do ar a propaganda em que Gisele Bündchen aparece de sutiã e calcinha dando más notícias ao marido e de apoiar os metroviários que querem o fim da famosa dupla Valéria e Janete, do Zorra Total, a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes, quer agora decidir os rumos da novela Fina Estampa, da TV Globo. Na quarta, ela enviou um ofício à emissora sugerindo que a personagem Celeste (Dira Paes) denuncie o marido Baltazar (Alexandre Neto) na próxima vez que for agredida por ele.

Sem saber o que o autor Aguinaldo Silva reservava para o futuro dos personagens, Iriny demonstrou preocupação com o fato de Celeste não ter coragem de registrar ocorrência contra Baltazar. No documento, ela indica que a dona de casa vivida por Dira Paes procure o serviço da Rede de Atendimento à Mulher, divulgando a central coordenada por sua pasta. 

Citando a Lei Maria da Penha, que prevê a prisão de homens que agridem mulheres, a ministra ressalta o merchandising social feito pela TV Globo nas novelas. “Acredito que a ficção tenha força para alertar a sociedade contra esse mal que aflige milhares de mulheres, não apenas no Brasil, mas no mundo inteiro”, afirma Iriny. “A secretaria tem com a emissora uma relação bastante cordial e por isso nos sentimos à vontade para encaminhar o ofício, após iniciarmos conversações”.

Reação - Ao ser informado pelo site de VEJA sobre o ofício elaborado por Iriny Lopes, o autor da novela Fina Estampa, Aguinaldo Silva, reagiu com humor. “Mas ela chegou bem atrasada, porque a cena da prisão do Baltazar já está escrita há três semanas”, comentou, aos risos. “A ministra pode ficar tranquila porque, antes do oficio dela chegar, a situação da Lei Maria da Penha já estava contemplada no meu texto”.

Segundo Aguinaldo, o personagem vivido por Alexandre Neto vai “dar uma surra monumental” na mulher e, só aí, vai ser finalmente denunciado por Celeste. “Evidentemente que a gente quer denunciar o problema. Mas a trama tem 180 capítulos, precisa de um processo”, destaca. “Tenho que mostrar que o homem é violento, que a mulher tem medo dele, que pensa nas consequências de uma denúncia e que só reage depois de ultrapassados os limites. Mostramos o problema em todas as etapas e isso faz as pessoas refletirem sobre o assunto”.

O autor preferiu não comentar as intromissões anteriores da ministra, mas não gostou nada dos palpites de Iriny em seu trabalho. “Ela está fazendo o papel dela com uma certa impaciência. Procurar saber o que vai acontecer na novela é uma interferência no trabalho criativo que não lhe cabe”, critica.

Aguinaldo ainda avisa: “Por mais que a ministra esteja apressada, a cena só vai ao ar daqui a três semanas. Ela pode confiar em mim, sou um feminista, até mais do que ela, que só chegou ao front agora”.

Liberdade - Na carta em resposta à ministra, o diretor da Central Globo de Comunicação, Luis Erlanger, foi mais ameno ao afirmar que ela estava em sintonia com a produção global, já que os capítulosnos quais o agressor é punido já haviam sido feitos. Erlanger destaca também que a emissora procura causar reflexão nos telespectadores ao citar ocasiões inspiradas na vida real. "Com certeza a ficção e a liberdade de expressão estarão em consonância com que se espera", disse.

Apesar de evitar criticar a atitude de Iriny, o diretor deixa implícito que os autores são livres para exercer sua criatividade e, portanto, não serão induzidos a modificar as tramas. "Nesta segunda-feira mesmo passamos a divulgar um aviso ao término dos nossos programas de teledramaturgia ressaltando que são obras coletivas de ficção baseadas na livre criação artística sem compromisso com a realidade", ressaltou.

Reincidência - A ministra começou a fazer ingerências em produções televisivas na última semana. A intromissão começou com a propaganda da marca de lingerie Hope em que Gisele põe as curvas à mostra para acalmar os ânimos do marido. “A peça promove o reforço do estereótipo equivocado da mulher como objeto sexual de seu marido e ignora os grandes avanços que temos alcançado para desconstruir práticas e pensamentos sexistas”, reclamava Iriny.

Nesta quarta, ela manifestou apoio ao sindicato dos metroviários de São Paulo, que se irritou com as cenas em que Janete (Thalita Carauta) sofre assédio dentro do metrô e é encorajada pela transexual Valéria (Rodrigo Sant'Anna) a aceitar a investida. "Parabenizamos a iniciativa [dos metroviários] e endossamos a necessidade de ações como esta que visam desconstruir discursos de uma cultura que, até camuflada no humor, perpetua a violência simbólica contra as mulheres", afirmou a ministra. 

Carta Capital
07/10/2011
Gabriel Bonis


Após ser acusada de censura por pedir a suspensão de um comercial de lingerie com a top model Gisele Bünchen, considerado sexista e ofensivo pela Secretaria de Políticas para as Mulheres, a ministra Iriny Lopes, viu-se envolvida em outra polêmica sobre uma suposta interferência do governo na mídia.


Lopes enviou uma sugestão, na quarta-feira 5, à rede de tevê Globo para que a personagem Celeste (Dira Paes) da novela Fina Estampa, agredida pelo marido, procurasse na trama de ficção a Rede de Atendimento à Mulher e a Central de Atendimento à Mulher, ligando para o número 180.

Em entrevista à equipe do site de CartaCapital na tarde de sexta-feira 7, quando visitou a redação da revista, a ministra se defendeu da enxurrada de críticas e disse que a mídia é míope “por achar que o governo não pode fazer sugestões”. “Sugerir não tira pedaço de ninguém.”

“Como a violência doméstica nessa novela inclui, além da esposa, a filha adolescente, decidimos sugerir, a critério da emissora e obviamente do autor, que, para além da punição, se pudesse abordar um aspecto da Lei Maria da Penha, praticamente desconhecido das pessoas: a reabilitação.”

A ministra se refere ao artigo 35 da lei, que estipula a criação de centros de educação e reabilitação para agressores. “Achamos que era uma boa oportunidade para sugerir a elaboração, por exemplo, de um personagem, um juiz, que determine essa medida com base na legislação.”

Ressaltando sua relação de respeito com a emissora carioca, a ministra disse ter conversado com Luis Erlanger, Diretor da Central Globo de Comunicação, na quinta-feira 6, sobre o assunto. “Ele [Erlanger] me disse que estava com muitos capítulos gravados e não poderia assumir o compromisso de fazer [adotar a sugestão] na opinião da emissora, mas é claro que vai depender sobremaneira do autor [Aguinaldo Silva]”, com quem ainda não teve contato, conforme destaca.

A ministra solicitou, porém, que a direção da emissora repassasse o email com a sugestão a Aguinaldo Silva. “Parece que ele não gostou muito”, disse.

Devido à superexposição da Secretaria nos últimos dias, em decorrência do seu posicionamento contra a campanha de lingerie e também da sugestão feita à emissora carioca, a ministra reforçou a importância de não se banalizar o instrumento de protesto. “É preciso analisar cada pedido que recebemos e ver se há consistência, é uma espécie de filtro.”

Na tarde de sexta-feira, a Rede Globo divulgou uma nota sobre o caso. Com a assinatura de Erlanger, o documento aponta que a emissora não enxerga o ofício da ministra como “uma tentativa de coibir a liberdade de expressão, mas sim uma colaboração dentro do espírito de parceria que tem marcado nosso relacionamento.”
Sobre as agressões retratadas na novela, a nota destaca a necessidade de “focar o lado negativo antes de se construir o desenlace” e sugere a abordagem desse caminho em breve. “Na verdade, a sintonia é tamanha que sua sugestão chega quando os capítulos com desenvolvimento dessa trama em ‘Fina Estampa’ já foram produzidos com boa antecedência.”

Sobre um pedido de retirada do ar de um quadro do programa de humor Zorra Total, também da Globo, situado em um vagão de metrô, o site da Secretaria informa não ter tomado nenhuma atitude nesse sentido, apenas apoiado a ação de protesto do Sindicato dos Metroviários de São Paulo.

domingo, 4 de setembro de 2011

Barriga ou furo?


Estadão informa que o Santos vendeu Neymar para o Barcelona, mas o UOL afirma que a notícia é falsa. Alguém vai ficar com o mico não mão. Vamos aguardar

Estadão on line
Luís Augusto Monaco

Neymar é do Barcelona.  O Santos assinou contrato com o clube espanhol, que tem como Lionel Messi seu principal jogador. Pelo documento, o atacante se apresenta em janeiro de 2013. O Santos tomou frente nesta transação sem consultar o empresário do atleta, Wagner Ribeiro, e convenceu o jogador e seu pai a se juntarem a ele. Neymar agora só precisa acertar seu salário com o clube catalão.

O Santos vai embolsar bem mais do que os 45 milhões de euros (R$ 104,8 milhões) estipulados na multa rescisória. O Santos, por meio de seu presidente, Luís Álvaro, conduziu toda a negociação com os dirigentes do Barcelona, que estiveram no Brasil somente para isso. O valor negociado é de 60 milhões de euros (R$ 139,8 milhões).

E como não bastasse a inveja provocada pelas seguidas conquistas do Barcelona na Europa, a diretoria do Real Madrid também tomou chapéu e terá de engolir a humilhação de ter sido passada para trás pelo maior rival. O craque santista, cuja chegada ao Santiago Bernabéu em 2012 era dada como certa, vai se juntar a Messi e companhia no Camp Nou. 

Quem também se valeu indiretamente do negócio assinado pelo Santos foi a Nike, parceira de Neymar e também do Barcelona - o Real Madrid tem acordo com a Adidas.




Uol Esporte
João Henrique Marques e Thales Calipo


A notícia sobre a suposta venda de Neymar para o Barcelona movimentou o Santos neste sábado. Além de o presidente do clube, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, negar a negociação, o clube também rompeu com Wagner Ribeiro, empresário do atleta, e suspeita que o agente foi o responsável por “plantar” a história sobre a transferência na imprensa.
Segundo o UOL Esporte apurou, o Santos realmente mantém conversas com o Barcelona sobre uma possível venda de Neymar. Há duas semanas, Fernando Silva, que é um consultor da diretoria santista, viajou à Espanha para conversar com dirigentes do clube catalão. Voltou ao Brasil com uma proposta verbal de 55 milhões de euros pelo futebol do atacante, mas nada oficial.
Além disso, no fim da tarde da última sexta-feira, o presidente do Santos teve uma reunião de emergência com membros do Grupo Guia (uma espécie de conselho informal do mandatário) em São Paulo. O assunto em pauta foi, justamente, a negociação de Neymar com o Barcelona.
Todos os trabalhos envolvendo a ida de Neymar para o Barcelona estão sendo feitos diretamente entre os dois clubes. Wagner Ribeiro, que é empresário do atleta, foi deixado de lado, já que tem portas fechadas no clube catalão e defende os interesses do Real Madrid na negociação.
Dessa forma, dirigentes santistas analisam que o próprio Wagner Ribeiro teria sido o responsável por vazar à imprensa que a venda de Neymar para o Barcelona teria sido sacramentada, tentando assim atrapalhar o negócio. Caso o atacante realmente feche com o clube catalão, o empresário não ganhará nada, diferentemente do que pode acontecer caso o destino do craque seja o Real Madrid.
“Isso é absolutamente repetitivo e monótono. Não vendi, não quero vender, o jogador quer ficar, e alguém com algum outro interesse colocou essa notícia. Eu não minto e, se não pudesse confirmar, diria que existe uma cláusula de confidencialidade. Mas nesse caso eu digo com todas as letras que não vendi”, disse o presidente santista, neste sábado, ao UOL Esporte.
A reportagem entrou em contato por telefone com Wagner Ribeiro, mas o empresário não atendeu às ligações até a publicação desta matéria.